top
Aquisição da linguagem L8B8






No entanto, um outro problema para esta hipótese é que crianças adquirindo línguas em que sujeitos nulos não são permitidos (como inglês, dinamarquês, francês, holandês e alemão) opcionalmente omitem sujeitos desde muito cedo. Num estudo de Hyams e Wexler (1993) , a taxa de omissão do sujeito no inglês infantil é de cerca de 50% Exemplos de sentenças infantis deste estágio (que não são gramaticais para o adulto).
O princípio do subconjunto não prevê que crianças adquirindo línguas com a marcação mais restrita produzam sentenças com sujeitos nulos, já que isto exigiria a marcação menos restrita do parâmetro. Como podemos explicar este fato?
Uma sugestão foi apresentada em Hyams (1986) . Esta autora propõe que os parâmetros na Gramática Universal (GU) já vêm com um valor marcado inicialmente (um valor default) e que a criança remarca ou não este parâmetro baseada em sua experiência lingüística. Para o parâmetro do sujeito nulo, o valor marcado inicialmente é o positivo (a). Para as crianças adquirindo línguas como o italiano, nada teria que ser feito já que a marcação inicial corresponde à marcação na língua adulta. Mas as crianças adquirindo inglês, após um período com esta marcação, perceberiam a discrepância, e mudariam para o valor negativo (b). As sentenças com sujeitos nulos produzidas por estas crianças corresponderiam ao estágio com a marcação inicial, disponibilizada pela GU. Ou seja, a proposta de Hyams prevê que o sujeito nulo do inglês infantil tem as mesmas propriedades do sujeito nulo do italiano adulto e infantil, já que todos eles são frutos da mesma marcação positiva do parâmetro.