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Aquisição da linguagem L8B8






Esta proposta foi extremamente bem recebida quando surgiu, pois ela trazia a aquisição de linguagem para o domínio da teoria de princípios e parâmetros e possibilitava a formulação de previsões precisas sobre as propriedades dos sujeitos nulos. No entanto, durante a década de 90, vários estudos questionaram a adequação desta proposta baseados em novas descobertas sobre o sujeito nulo infantil (ver Valian (1990)). Um primeiro problema para Hyams é que o sujeito nulo encontrado na fala de crianças adquirindo o inglês tem propriedades distintas dos sujeitos nulos encontrados em línguas adultas como o italiano. Foi descoberto que sujeitos nulos infantis são impossíveis ou muito infreqüentes nos seguintes contextos
No entanto, sujeitos nulos em línguas como o italiano adulto são possíveis nestes contextos (exemplos retirados de Guasti (2002): 159)
Além disso, as crianças adquirindo italiano produzem sujeitos nulos nos contextos acima. Guasti (1996, 2000) estudou as produções de 5 crianças adquirindo italiano como língua materna, entre 1;7 e 2;10 de idade, e descobriu que 56,1% das perguntas-QU produzidas pelas crianças continham sujeitos nulos. Isto quer dizer que o sujeito nulo do aprendiz de inglês é diferente do sujeito nulo do aprendiz de italiano.