De acordo com essa Teoria, a interação faz com que o aprendiz direcione seus recursos atencionais para aspectos problemáticos de sua produção na L2 – motivando-o a buscar soluções para o problema – ou para aspectos completamente novos (tais como vocabulário e estruturas gramaticais). Em ambos os casos o resultado provável é o desenvolvimento da L2.
Gass e Mackey afirmam que há dois tipos principais de feedback: o explícito e o implícito. O feedback explícito se dá na forma de correções e de explicações metalingüísticas. Já o feedback implícito têm diversas formas e todas envolvem estratégias de negociação entre o aprendiz e seu interlocutor. O feedback implícito pode acontecer na forma de:
Verificações de confirmação: expressões que têm o objetivo de confirmar se o que foi dito foi compreendido de forma correta – por exemplo, quando o interlocutor pergunta “foi isso o que você quis dizer?”
Solicitações de esclarecimento: expressões que têm por objetivo esclarecer o que foi dito – por exemplo, quando o aprendiz pergunta “o que você disse?”
Verificação de compreensão: expressões para verificar se o interlocutor entendeu o que foi dito – por exemplo, “você entendeu?”
“Recasts”: reconstruções corretas de um enunciado incorreto, preservando o significado.
O feedback é uma ferramenta poderosa no processo de aquisição de L2 porque ele torna saliente aspectos problemáticos da interlíngua do aprendiz que poderiam nunca ser notados como problemáticos. O feedback gera oportunidades para que o aprendiz direcione sua atenção para a língua e o resultado desse direcionamento será o desenvolvimento da L2.