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Tradução e Interpretação de LIBRAS II
Mesmo se você ainda não atua como intérprete profissional, é fato que suas escolhas – antes mesmo de estar aqui fazendo esta formação no curso Letras/Libras – já deveriam estar considerando algumas reflexões. Sabemos que a nossa profissão é uma escolha, mas ao optarmos por ser um enfermeiro, professor ou intérprete, teremos um conjunto de deveres que passam a ser obrigatórios. É muito possível que não saibamos dos nossos deveres na profissão escolhida, mas é durante a formação acadêmica e o contato com os profissionais da mesma área que saberemos se nos encaixamos no perfil e/ou exigências da profissão. É na formação, portanto, que aprenderemos as competências e habilidades do que queremos ser, mas há que se considerar também a reflexão sobre as regras morais e éticas, antes mesmo do início das nossas práticas formais ou informais.

A cada curso que realizamos – aqui especificamente falando dos cursos de nível superior – teremos um juramento a fazer, isto é, teremos que nos comprometer com a nossa categoria profissional, e é esse ritual que define o aspecto moral daquilo que intitulamos ética profissional. Iniciaremos nossas práticas no mercado de trabalho seguindo, portanto, um conjunto de regras estabelecidas como sendo as mais corretas e boas para o pleno exercício da função (Glock & Goldim, 2003).

Se você, por ventura, já estiver trabalhando mesmo antes de se formar e/ou estudar, como é o caso da maioria dos intérpretes de Libras, ainda assim você tem uma responsabilidade ao iniciar qualquer atividade. Não podemos justificar más condutas em situações do tipo “isso era apenas um bico!”. Não importa o tipo e o tempo do vínculo, há deveres e regras morais e éticas a se seguir (Glock & Goldim, 2003).