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Aquisição da Segunda Língua






Em uma publicação recente, VanPatten e Williams (2007) afirmam que o corpo de conhecimento já obtido sobre o fenômeno “aquisição de L2” nos permite fazer 10 observações gerais:

1 – A exposição ao insumo linguistico é necessária para aquisição de L2 ocorrer: esta observação se refere ao fato de que, para que o aprendiz adquira a L2, ele deve ser exposto ao insumo em L2. Embora muitos pesquisadores concordem que exposição é um elemento necessário, nem todos acham que é um elemento suficiente.

2 – Em grande parte, o processo da aquisição da L2 se desenvolve de maneira incidental: quando os aprendizes estão engajados em atividades com foco no significado e na comunicação, a aprendizagem de itens lingüísticos (vocabulário, sintaxe, morfologia, pronúncia) é incidental, um “sub-produto” do envolvimento do aprendiz com a língua para fins comunicativos.

3 – O aprendiz sabe mais do que aquilo a que é exposto: o aprendiz tem conhecimento de natureza implícita, inconsciente, sobre a L2 e esse conhecimento não é obtido através do insumo ao que está exposto, pois é de natureza complexa e está além do insumo a que tem acesso.

4 – A produção do aprendiz, na L2, geralmente segue estágios previsíveis na aquisição de determinadas estruturas: esta observação se relaciona às seqüências de desenvolvimento de determinadas estruturas sintáticas. Um exemplo muito famoso é o da negação em inglês. Geralmente, o aprendiz demonstra um determinado percurso na aprendizagem da estrutura de negação Veja quadro 1.