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Aquisição da Segunda Língua
Na Teoria do Insumo, Interação e Produção, o insumo linguistico (input) é elemento essencial e é definido como a língua à qual o aprendiz é exposto. O insumo pode ser escrito, oral ou, no caso da aquisição de línguas de sinais, visual. Como postulado por teóricos da Gramática Universal, o insumo contém evidencia positiva sobre a língua – ou seja, informação sobre o que é possível ser realizado lingüisticamente naquele sistema. Esse postulado é aceito na Teoria do Insumo, Interação e Produção. Com base na pesquisa sobre interação, a qual mostra que a linguagem usada para nos comunicarmos com aprendizes de L2 é diferente daquela que usamos para nos comunicarmos com falantes nativos, Gass e Mackey (2007) argumentam que o insumo modificado, direcionado aos aprendizes, torna a língua mais compreensível. Esse insumo, que pode tomar a forma de ajustes simplificados ou elaborados (mais ricos semanticamente) alivia o processamento cognitivo do aprendiz e, junto com a evidencia negativa obtida na forma de correções, é considerado crucial para a aquisição ocorrer.

Nessa Teoria, o conceito de interação é definido como as conversas em que os aprendizes participam. É no contexto de interação que os aprendizes obtêm informação sobre o grau de adequação (fonológica, sintática, semântica, pragmática) do que produzem, muitas vezes através de evidência negativa. Isso pode acontecer, por exemplo, através de feedback interacional. Temos feedback interacional quando um enunciado problemático é produzido e o interlocutor sinaliza explicita ou implicitamente para o aprendiz o sucesso ou a falha da comunicação. O feedback interacional é um importante elemento dessa teoria. Igualmente, a evidência negativa tem uma importante função.